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Yoná Moreira, por ela mesma: profissional, pioneira e lutadora

Esta página sempre traz o perfil de pessoas inspiradoras que participam e valorizam a APÓS-FURNAS. Mas poucas têm uma história como a de Yoná Maria de Lima Moreira.

Yoná já era uma profissional experiente quando entrou em Furnas, em 1968, para ser chefe de divisão do antigo DPL. Logo no ano seguinte foi para Operações como assessora de Luiz Carlos Barreto, e dois anos depois para Geração, subordinada a Alan Kardek de Carvalho. Em 1972, finalmente foi para o Jurídico, chegando a chefe de divisão de Direito da Eletricidade em 1974. Mas sua carreira não pode ser medida em “letras”.

“Furnas foi o emprego onde tive minhas maiores oportunidades”, conta ela. Era época da criação do programa nuclear brasileiro, sobre o qual, Yoná se debruçou a estudar, pesquisar e ler legislações, normas e resoluções brasileiras e internacionais.

Participou de grupos de estudo na CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) para a elaboração de normas, foi Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Nuclear, onde publicou vários artigos.

“Tenho uma certa satisfação de ver transcrita grande parte de um desses artigos na Exposição de Motivos do Conselho de Segurança Nacional para a concessão de Angra II ”, comenta com orgulho .

Foi convidada a dar aulas em um curso de Mestrado sobre Direito Nuclear na UFRJ, mas recusou, preferindo ser aluna desse curso, coordenado pela ilustre advogada Ninon Machado de Faria, chefe do gabinete do Presidente CNEN. Sua área de concentração de pesquisa foi “Salvaguardas na produção de energia nuclear”.

Com esse currículo, Furnas a enviou numa viagem de três meses à Europa, para analisar a transferência de tecnologia prevista no acordo nuclear Brasil-Alemanha. Instalada em Münster, noroeste daquele país, esteve também na Áustria, em visita à Agência Internacional de Energia Atômica, na Itália, na França, sede da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e em Londres para analisar contratos. Na Suíça, visitou organismos internacionais como a OMPI – Organização Mundial de Propriedade Intelectual, para colher dados para sua dissertação de mestrado. Em uma segunda viagem à Europa, participou de um congresso internacional de direito nuclear da INLA (International Nuclear Law Association), na Espanha.

Também esteve duas vezes nos EUA, interagindo com o departamento jurídico da Westinghouse e com a NCR – Nuclear Regulatory Commission, do governo americano. “Eram trezentos americanos, um japonês e eu”, conta ela rindo.

Furnas também lhe enviou a um Congresso Internacional de Direito Nuclear na Argentina, ocasião em que visitou a usina nuclear Atucha I, daquele país. Todo esse conhecimento adquirido foi documentado e disseminado em grupos de estudos de advogados da empresa .

Yoná faz questão de destacar sua enorme gratidão a Furnas e seus Diretores das décadas de 70 e 80, que muito a apoiaram. “Oriundos da criação da empresa, eram técnicos e gestores de excelência, preocupados com o aprimoramento e desenvolvimento dos empregados”.

Depois de se aposentar em 1983, Yoná foi prestar consultoria em escritórios de advocacia e empresas, além de dar aulas na UFRJ e na PUC-Rio. “Quando se questionou ‘de quem era o plutônio’ (subproduto do combustível nuclear de Angra), fiz o laudo de que, de acordo com o Código Civil Brasileiro, é da Operadora. Na época era Furnas; depois essa responsabilidade foi transferida para a Nuclen,”

Quase ao mesmo tempo, começou a dar suporte a Geraldo Moreira no seu sonho de criar a APÓS-FURNAS.

“Com o apoio inestimável da grande Marília Esteves, trabalhamos muitas noites com o meu computador para munir a recém-criada Associação da documentação necessária”, lembra ela, “enquanto Geraldo Moreira captava apoios e associados fundadores. É preciso que se diga que todos os diretores da empresa aprovaram a criação da entidade (menos o Luiz Carlos Barreto, que achava que era um movimento sindicalista).”

Yoná foi Conselheira Deliberativa (agora é Nata), Presidente do Conselho, Diretora Administrativa, Vice-Presidente e Presidente da APÓS-FURNAS – a quem chama de “filha”.

“Lá atrás, se aventou a possibilidade de remunerar os diretores, fui terminantementae contra: esta é uma casa de amor ao próximo – eu disse na época, e a ideia não prosperou”, recorda ela.

E agora, depois de se curar da Covid19, de uma apendicite e de um problema cardíaco, Yoná está na ativa de novo, participando das reuniões Conselho via internet e captando novos associados.

Yoná não para, nem vai parar.

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